↓ Arquivo ↓

Arquivo → dezembro - 2007

A Fábula dos porcos assados

Esse texto é no mínimo interessante.


Certa vez, aconteceu um incêndio num bosque onde havia alguns porcos, que foram assados pelo fogo. Os homens, acostumados a comer carne crua, experimentaram e acharam deliciosa a carne assada. A partir dai, toda vez que queriam comer porco assado, incendiavam um bosque… Até que descobriram um novo método.
Mas o que quero contar é o que aconteceu quando tentaram mudar o SISTEMA para implantar um novo. Fazia tempo que as coisas não iam lá muito bem: as vezes, os animais ficavam queimados demais ou parcialmente crus. O processo preocupava muito a todos, porque se o SISTEMA falhava, as perdas ocasionadas eram muito grandes – milhões eram os que se alimentavam de carne assada e também milhões os que se ocupavam com a tarefa de assa-los. Portanto, o SISTEMA simplesmente não podia falhar. Mas, curiosamente, quanto mais crescia a escala do processo, mais parecia falhar e maiores eram as perdas causadas.
Em razão das inúmeras deficiências, aumentavam as queixas. Já era um clamor geral a necessidade de reformar profundamente o SISTEMA. Congressos, seminários e conferencias passaram a ser realizados anualmente para buscar uma solução. Mas parece que não acertavam o melhoramento do mecanismo. Assim, no ano seguinte, repetiam-se os congressos, seminários e conferencias.

As causas do fracasso do SISTEMA, segundo os especialistas, eram atribuídas a indisciplina dos porcos, que não permaneciam onde deveriam, ou a inconstante natureza do fogo, tão difícil de controlar, ou ainda as arvores, excessivamente verdes, ou a umidade da terra ou ao serviço de informações meteorológicas, que não acertava o lugar, o momento e a quantidade das chuvas.
As causas eram, como se vê, difíceis de determinar – na verdade, o sistema para assar porcos era muito complexo. Fora montada uma grande estrutura: maquinário diversificado, indivíduos dedicados exclusivamente a acender o fogo – incendiadores que eram também especializados (incediadores da Zona Norte, da Zona Oeste, etc, incendiadores noturnos e diurnos – com especialização matutina e vespertina – incendiador de verão, de inverno etc). Havia especialista também em ventos – os anemotecnicos. Havia um diretor geral de assamento e alimentação assada, um diretor de técnicas ígneas (com seu Conselho Geral de Assessores), um administrador geral de reflorestamento, uma comissão de treinamento profissional em Porcologia, um instituto superior de cultura e técnicas alimentícias (ISCUTA) e o bureau orientador de reforma igneooperativas.

Havia sido projetada e encontrava-se em plena atividade a formação de bosques e selvas, de acordo com as mais recentes técnicas de implantação – utilizando-se regiões de baixa umidade e onde os ventos não soprariam mais que três horas seguidas.
Eram milhões de pessoas trabalhando na preparação dos bosques, que logo seriam incendiados. Havia especialistas estrangeiros estudando a importação das melhores arvores e sementes, o fogo mais potente etc. Havia grandes instalações para manter os porcos antes do incêndio, alem de mecanismos para deixa-los sair apenas no momento oportuno.
Foram formados professores especializados na construção dessas instalações. Pesquisadores trabalhavam para as universidades para que os professores fossem especializados na construção das instalações para porcos. Fundações apoiavam os pesquisadores que trabalhavam para as universidades que preparavam os professores especializados na construção das instalações para porcos etc.
As soluções que os congressos sugeriam eram, por exemplo, aplicar triangularmente o fogo depois de atingida determinada velocidade do vento, soltar os porcos 15 minutos antes que o incêndio médio da floresta atingisse 47 graus e posicionar ventiladores gigantes em direção oposta a do vento, de forma a direcionar o fogo. Não é preciso dizer que os poucos especialistas estavam de acordo entre si, e que cada um embasava suas idéias em dados e pesquisas específicos.

Um dia, um incendiador categoria AB/SODM-VCH (ou seja, um acendedor de bosques especializado em sudoeste diurno, matutino, com bacharelado em verão chuvoso) chamado João Bom-Senso resolveu dizer que o problema era muito fácil de ser resolvido – bastava, primeiramente, matar o porco escolhido, limpando e cortando adequadamente o animal, colocando-o então numa armação metálica sobre brasas, até que o efeito do calor – e não as chamas – assasse a carne.

Tendo sido informado sobre as idéias do funcionário, o diretor geral de assamento mandou chamá-lo ao seu gabinete, e depois de ouvi-lo pacientemente, disse-lhe: “Tudo o que o senhor disse esta muito bem, mas não funciona na pratica. O que o senhor faria, por exemplo, com os anemotecnicos, caso viéssemos a aplicar a sua teoria? Onde seria empregado todo o conhecimento dos acendedores de diversas especialidades?”. “Não sei”, disse João. “E os especialistas em sementes? Em arvores importadas? E os desenhistas de instalações para porcos, com suas maquinas purificadores automáticas de ar?”. “Não sei”. “E os anemotecnicos que levaram anos especializando-se no exterior, e cuja formação custou tanto dinheiro ao pais? Vou manda-los limpar porquinhos? E os conferencistas e estudiosos, que ano após ano tem trabalhado no Programa de Reforma e Melhoramentos? Que faço com eles, se a sua solução resolver tudo? Heim?”. “Não sei”, repetiu João, encabulado. “O senhor percebe, agora, que a sua idéia não vem ao encontro daquilo de que necessitamos? O senhor não vê que se tudo fosse tão simples, nossos especialistas já teriam encontrado a solução ha muito tempo atrás? O senhor, com certeza, compreende que eu não posso simplesmente convocar os anemotecnicos e dizer-lhes que tudo se resume a utilizar brasinhas, sem chamas! O que o senhor espera que eu faça com os quilômetros e quilômetros de bosques já preparados, cujas arvores não dão frutos e nem tem folhas para dar sombra? Vamos, diga-me?”. “Não sei, não, senhor”. “Diga-me, nossos três engenheiros em Porcopirotecnia, o senhor não considera que sejam personalidades cientificas do mais extraordinário valor?”. “Sim, parece que sim”. “Pois então. O simples fato de possuirmos valiosos engenheiros em Porcopirotecnia indica que nosso sistema é muito bom. O que eu faria com indivíduos tão importantes para o pais?” “Não sei”. “Viu? O senhor tem que trazer soluções para certos problemas específicos – por exemplo, como melhorar as anemotecnicas atualmente utilizadas, como obter mais rapidamente acendedores de Oeste (nossa maior carência) ou como construir instalações para porcos com mais de sete andares. Temos que melhorar o sistema, e não transforma-lo radicalmente, o senhor, entende? Ao senhor, falta-lhe sensatez!”. “Realmente, eu estou perplexo!”, respondeu João. “Bem, agora que o senhor conhece as dimensões do problema, não saia dizendo por ai que pode resolver tudo. O problema é bem mais serio e complexo do que o senhor imagina. Agora, entre nós, devo recomendar-lhe que não insista nessa sua idéia – isso poderia trazer problemas para o senhor no seu cargo. Não por mim, o senhor entende. Eu falo isso para o seu próprio bem, porque eu o compreendo, entendo perfeitamente o seu posicionamento, mas o senhor sabe que pode encontrar outro superior menos compreensivo, não é mesmo?”.

João Bom-Senso, coitado, não falou mais um “a”. Sem despedir-se, meio atordoado, meio assustado com a sua sensação de estar caminhando de cabeça para baixo, saiu de fininho e ninguém nunca mais o viu.

Assespro Paraná premia os melhores empresários e alunos de TI de 2007

È uma noticia meio que antiga já(do dia 01/12/2007), mas como estou diretamente envolvido, vou postar aqui.


Fonte: ASSESPRO-PR

Reunindo mais de cem empresários do setor, a Assespro Paraná (Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação, Software e Internet) comemorou 25 anos e premiou os melhores profissionais e alunos de 2007, anteontem, 29, à noite, em Curitiba. Luís Mário Luchetta, presidente da entidade, ressaltou a representatividade da Associação e o “expressivo aumento de associados” o que confirma a posição da Assespro como legítima representante dos interesses das empresas de TI no Paraná. Antes da entrega dos prêmios, o sócio da E-Consulting, de São Paulo, Daniel Domeneghetti, apresentou uma análise competitiva sobre o setor de tecnologia da informação destacando que em 2006 o investimento em TI no país foi 14% superior ao de 2005 (US$ 22,5 bi contra US$ 19,9 bi) e que o governo representou 23% deste total. Nos Estados Unidos em 2006 foram investidos US$ 459 bi e na América Latina, US$ 37 bi em 2006. “O setor carece de um apoio de políticas públicas que possam dar sustentabilidade a um crescimento maior e mais expressivo”, sentenciou Daniel. O consultor mostrou que as grandes nacionais investem anualmente R$ 16 milhões em TI, enquanto as médias investem R$ 770 mil por ano, sendo que estes investimentos estão direcionados 24% para software, 34% para serviços e 42% para hardware. Daniel disse aos empresários que as “empresas no Brasil compram benefícios e que as empresas de TI não estão preparadas para vender benefícios, porque hoje, vendem serviços, e que este é um desafio a ser enfrentado para quem trabalha no setor”. O público também conheceu as novidades do Tecnoparque, apresentadas pelo diretor da Curitiba S.A., Juraci Barbosa Sobrinho, que afirmou que este projeto vai inserir Curitiba na sociedade do conhecimento.

Os destaques de 2007 premiados na confraternização do setor de TI do Paraná foram: Talento Acadêmico Bacharel 2007 os alunos da PUC Bruno Fuzetti Penso e Giancarlo Rubio pelo projeto Livraria Eletrônica; os alunos da Spei Najig El Alm e André Garrocini pelo projeto Íris Business Intelligence; o aluno da Faculdade Expoente Henrique Gurgacz pelo projeto Einstein – Sistema de Monitoramente de SGBD; Talento Acadêmico Tecnólogo 2007 os alunos da Opet Julian dos Santos, Leandro Martins, Lucas Rainett, José Ricardo Serathiuk da Silveira e Gláucio da Silveira que desenvolveram um ambiente de comunidade virtual para celular; o Prêmio Gestor 2007 foi para Diego Ferri, da NVi – Nova Visão Informática; o Prêmio Solução 2007 para empresas de pequeno porte foi para a Acom Sistemas Corporativos pelo BI-A Business Intelligence Analítico e o Prêmio Solução 2007 para empresas de médio e grande porte para a Sofhar Gestão & Tecnologia pelo desenvolvimento do SGP – Sistemas de Gerenciamento de Pesagens. A Assespro Paraná também homenageou o ICI e a Positivo Informática pela contribuição ao setor de TI neste ano.

Testando o Windows Live Writer

Olá. Essa mensagem é apenas para testar o Windows Live Writer.

Hoje formatei o PC e como de praxe tive que reinstalar todos os softwares do PC novamente. Junto com o instalador do MSN(agora Windows Live Messenger), veio a opção de instalar esse software. Já tinha lido a respeito, mas nunca me interessei muito, pois nunca levei nenhum blog meu muito a sério. Mas resolvi testar e vou aproveitar para fazer uma rápida ánalise. A instalação é bem sossegada(como qualquer software para Windows). Quando você abre o Windows Live Writer, ele abre um “Wizard” para a configuração do seu blog. Bom, lá digitei o endereço deste blog(http://blog.serathiuk.com), o meu login e minha senha. Apertei o famoso “next” e ele foi para aquelas famosas telas onde você espera um monte e vai na cozinha buscar Coca-Cola(no meu caso foi Pepsi). Depois disso ele mostrou uma tela, mostrando que identificou que eu utilizava o Blogger e mostrou uma tela de finalizar. Pressionando finalizar, aparece um post em branco, já mostrando seu post no visual do seu blog. Ou seja, você tem um “preview” em tempo real, mais ou menos como a parte de “design” do Dreamweaver.

A partir desta tela comecei a digitar essa mensagem. Se ela for postada, quer dizer que esse “treco” funciona.

O Windows Live Writer tem um visual que mistura Office 2003 com Office 2007. Tem no menu ao lado opções de adicionar vídeos, tabelas, mapas, imagens e algumas coisas. Na barra acima, as opções de formatação de texto.

Pressionando F12 você visualiza o post e pressionando F11 volta para o modo de edição.

Bom, é isso. Esse texto pode parecer meio confuso(ou não), mas é que estou digitando ele enquanto testo. Mas é isso. Vou enviar para ver no que vai dar. E se você leu até aqui, é obvio que funcionou. eheheh. Mas é isso. Até a próxima.

Edit: Só para testar o recurso de alterar.

Faltam programadores no Brasil, diz Fenainfo

Fonte: Info Online

Avaliação de entidade de TI é que falta mão de obra qualificada no Brasil.

Na avaliação do presidente da Federação Nacional das Empresas de Informática (Fenainfo), Maurício Laval Pina de Sousa Mugnaini, o maior problema no setor de brasileiro de software se refere à mão-de-obra.

“Entrar no mercado da mão-de-obra terceirizada estrangeira disputando com a Índia é querer vender o suor do capital intelectual, quando o Brasil pode vender o capital intelectual em si, sendo remunerado por direitos autorais, com altíssimo valor agregado”.

Segundo ele, a falta dessa compreensão acarreta um déficit anual de mão-de-obra de 30 a 35 mil trabalhadores. Ele acrescenta que o mercado para a contratação de mão-de-obra terceirizada estrangeira requer 200 mil profissionais por ano.

“Não temos essa oferta de mão-de-obra. E não teremos a mesma competitividade da Índia a não ser que a gente tire totalmente a incidência tributária e sobre folha de pagamento desse segmento”.

Nesse sentido, ele diz que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 517 pode ser uma das soluções. “Porque ela equipara o software ao livro, ao jornal e ao papel jornal, nos termos do artigo 150 da Constituição, que prevê a imunidade tributária para esses suportes do conhecimento”.

Segundo ele, a matéria não avançou em 2007.

“Mas aproveitamos bem as preparações com a remontagem da Frente Parlamentar de Informática, agora com 195 deputados e senadores, e muitas negociações no âmbito do Ministério da Ciência e Tecnologia”.

Hello World!

Mais um vez começando um blog.

Mas dessa vez vai, igual todas as outras milhões de vezes.