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WTF? Quake II em GWT?
Veja isso…
Um desenvolvedor do Google, nos 20% de tempo que são fornecidos para projeto próprio, resolveu portar o Quake II utilizando os novos recursos do HTML5. E para isso também utilizou o GWT. Não é impressionante? Agora acredito que o Flash possa “morrer”. Vou baixar o código-fonte do projeto e dar uma fuçada…
Utilizando Javascript no GWT/Google Web Toolkit com JSNI (Parte 1)
Muitas vezes os desenvolvedores precisam de um novo componente para sua aplicação, e esse componente a maioria das vezes é desenvolvido em Javascript. Quem conhece o GWT, sabe que a framework permite desenvolver aplicações RIA sem saber Javascript, mas sim desenvolvendo em Java de uma forma muita parecida como a que se desenvolve em Swing ou SWT. Você não tem contato direto com o Javascript, pois ele é gerado na compilação. Mas como então se faz para utilizar um componente Javascript no GWT?
O GWT tem uma funcionalidade que se chama JSNI(Javascript Native Interface). Ela é baseada no JNI(Java Native Interface), que permite aos desenvolvedores Java utilizarem recursos específicos do sistema operacional. No JNI são métodos na classe Java escritos em C. No JSNI são métodos na classe Java que utilizam Javascript. Mas a forma em que eles são escritos é muito parecida, tanto que é possível utilizar parte da documentação do JNI como referência para o JSNI.
Vamos primeiramente criar o já conhecido “Hello World!”, para que começar a se familizar com o JSNI:
public void onModuleLoad() {
Button btn = new Button("Clique aqui");
btn.addClickHandler(new ClickHandler() {
public void onClick(ClickEvent event) {
alert("Hello World!");
}
});
RootPanel.get().add(btn);
}
//Dê uma atenção especial a este método
public native void alert(String txt) /*-{
$wnd.alert(txt);
}-*/;
}
Quando esse código for executado, dará para ver um botão, que você clica e mostra um alert com o “Hello World!”. Mas este alert é feito utilizando Javascript, como dá para ver. È criado um método nativo(“public native void alert”) que recebe uma String. O bloco de código é delimitado por “/*-{” e “}-*/” em vez de um simples par de chaves. E dentro do bloco de código é executado um “$wnd.alert(txt);”, que seria o correspondente a “window.alert(txt)” ou a apenas “alert(txt)”. O GWT precisa que tudo que seja referente a janela(window) seja chamado com o “$wnd” no início, pois internamente ele utiliza alguns iframes e algumas coisas que não vem ao caso, e ele precisa disso para não se perder na compilação. Da mesma forma, quando você precisar utilizar um “document.
document = $doc
window = $wnd
Vamos fazer um exemplo utilizando o “$doc” agora.
public void onModuleLoad() {
TextBox txt = new TextBox();
txt.setName("campoTexto");
RootPanel.get().add(txt);
Button btn = new Button("Clique aqui");
btn.addClickHandler(new ClickHandler() {
public void onClick(ClickEvent event) {
mostraTextoTextBox();
}
});
RootPanel.get().add(btn);
}
public native void mostraTextoTextBox() /*-{
var txt = $doc.getElementById("campoTexto");
$wnd.alert(txt.value);
}-*/;
}
Neste exemplo, é criado um campo TextBox e um botão. Quando se clica no botão, é mostrado em um alert o texto do TextBox. Mas é utilizado Javascript para isso. È utilizado um “$doc.getElementById” para pegar a instância do TextBox(que no fundo no fundo é um “input text” HTML), e retornar o valor. Pode ver que é feita a mesma coisa que seria feita com um campo de texto HTML. A diferença é que se utiliza o $doc ao invés do “document” no getElementById.
A partir disso dá para ver que dá para fazer muita coisa com o JSNI. Esse é o básico do básico do que a ferramenta pode fazer. No próximo artigo irei explicar como utilizar objetos Java no Javascript e fazer com que métodos Java sejam visíveis para Javascript’s externos. Qualquer dúvida, tire nos comentários.
Escrevendo uma extensão de Twitter para o Google Chrome utilizando o Google Web Toolkit(GWT)
Estava olhando os exemplos de como criar extensões para o Chrome, e vi que assim como o no Firefox, as extensões não são nada mais que Javascript(mas no caso do Firefox tem os XUL envolvidos e etc…). Então pensei eu: “GWT gera Javascript, então ele deve funcionar para criar extensões”. Fiz uns testes básico e conclui. Funcionou. E aqui escrevo um tutorial dizendo como fiz para fazer isso funcionar. O objetivo desse tutorial não é ensinar GWT, é somente mostrar como configurar um projeto do GWT para rodar como uma extensão do Chrome.
Antes de tudo, vou dar um aviso que vai lhe poupar de alguns problemas: Salve todos os arquivos do exemplo com codificação UTF-8.
Como exemplo, criei uma aplicação para twitter bem simples, que só lê as últimas mensagens de um usuário qualquer.
Primeiramente criei uma aplicação no Eclipse chamada “ExtensaoChrome” com o pacote base chamado “com.serathiuk.chrome.extension.teste.client”.
Depois disso, alterei o arquivo ‘ExtensaoChrome.html’ da pasta war, deixando apenas com o seguinte HTML:
<!DOCTYPE HTML PUBLIC “-//W3C//DTD HTML 4.01 Transitional//EN”>
<link type=”text/css” rel=”stylesheet” href=”ExtensaoChrome.css”>
<div id=”intro_panel”></div>
<script type=”text/javascript” language=”javascript” src=”extensaochrome/extensaochrome.nocache.js”></script>
Na pasta war, coloquei o arquivo icon.png(o mesmo do exemplo oficial, link no final) e o arquivo manifest.json, que tem o seguinte conteúdo:
"name": "Leitor de Twitter",
"version": "1.0",
"description": "Exemplo de extensão para Chrome utilizando GWT do site serathiuk.com.",
"browser_action": {
"default_title": "Leitor de Twitter",
"default_icon": "icon.png",
"popup": "ExtensaoChrome.html"
},
"permissions": [
"http://www.twitter.com/"
]
}
Depois disso, apaguei aqueles arquivos que são criados pelo exemplo, deixando apenas o “ExtensaoChrome.java”, que é o Entry Point da aplicação. E no EntryPoint, apaguei todas aquelas informações do exemplo, e colocando o código para fazer a aplicação funcionar:
private TextBox txtLogin;
private FlexTable tableTwitter;
public void onModuleLoad() {
HorizontalPanel h = new HorizontalPanel();
txtLogin = new TextBox();
h.add(txtLogin);
Button btn = new Button("Carregar");
btn.addClickHandler(new ClickHandler() {
public void onClick(ClickEvent event) {
carregarTwitts();
}
});
h.add(btn);
ScrollPanel align = new ScrollPanel();
align.setWidth("100%");
align.setHeight("320");
tableTwitter = new FlexTable();
tableTwitter.setCellPadding(1);
tableTwitter.setCellSpacing(1);
tableTwitter.setBorderWidth(1);
align.add(tableTwitter);
VerticalPanel v = new VerticalPanel();
v.add(h);
v.add(align);
RootPanel.get("intro_panel").add(v);
}
protected void carregarTwitts() {
String url = "http://twitter.com/statuses/user_timeline/"+txtLogin.getValue()+".json";
RequestBuilder req = new RequestBuilder(RequestBuilder.GET, URL.encode(url));
try {
req.sendRequest(null,
new RequestCallback() {
public void onResponseReceived(Request request, Response response) {
preencheValores(response.getText());
}
public void onError(Request request, Throwable exception) {
showError(exception);
}
}
);
} catch(RequestException e) {
showError(e);
}
}
protected void preencheValores(String jsonText) {
tableTwitter.removeAllRows();
JSONArray json = (JSONArray) JSONParser.parse(jsonText);
for(int i = 0; i < json.size(); i++) {
JSONObject obj = (JSONObject) json.get(i);
if(obj != null) {
JSONString str = (JSONString) obj.get("text");
tableTwitter.setText(i+1, 0, str.stringValue());
}
}
}
protected void showError(Throwable e) {
Window.alert(e.getMessage());
}
}
Agora é só compilar o projeto e adicionar a extensão ao Chrome. Para fazer isso, digite o endereço “chrome://extensions/”, clicar em “Load Unpacked Extension” e selecionar o diretório war da aplicação(ou o diretório onde está o manifest.json). Com isso a extensão estará rodando, é só clicar no ícone dela ao lado da barra de endereços.
Exemplo Oficial: http://code.google.com/chrome/extensions/getstarted.html
Código-Fonte deste exemplo: http://gwtchrome.googlecode.com/files/ExtensaoChrome.7z
Antes de tudo, vou dar um aviso que vai lhe poupar de alguns problemas: Salve todos os arquivos do exemplo com codificação UTF-8.
Como exemplo, criei uma aplicação para twitter bem simples, que só lê as últimas mensagens de um usuário qualquer.
Primeiramente criei uma aplicação no Eclipse chamada “ExtensaoChrome” com o pacote base chamado “com.serathiuk.chrome.extension.teste.client”.
Depois disso, alterei o arquivo ‘ExtensaoChrome.html’ da pasta war, deixando apenas com o seguinte HTML:
<!DOCTYPE HTML PUBLIC “-//W3C//DTD HTML 4.01 Transitional//EN”>
<link type=”text/css” rel=”stylesheet” href=”ExtensaoChrome.css”>
<div id=”intro_panel”></div>
<script type=”text/javascript” language=”javascript” src=”extensaochrome/extensaochrome.nocache.js”></script>
Na pasta war, coloquei o arquivo icon.png(o mesmo do exemplo oficial, link no final) e o arquivo manifest.json, que tem o seguinte conteúdo:
{
“name”: “Leitor de Twitter”,
“version”: “1.0″,
“description”: “Exemplo de extensão para Chrome utilizando GWT do site serathiuk.com.”,
“browser_action”: {
“default_title”: “Leitor de Twitter”,
“default_icon”: “icon.png”,
“popup”: “ExtensaoChrome.html”
},
“permissions”: [
"http://www.twitter.com/"
]
}
Depois disso, apaguei aqueles arquivos que são criados pelo exemplo, deixando apenas o “ExtensaoChrome.java”, que é o Entry Point da aplicação. E no EntryPoint, apaguei todas aquelas informações do exemplo, e colocando o código para fazer a aplicação funcionar:
public class ExtensaoChrome implements EntryPoint {
private TextBox txtLogin;
private FlexTable tableTwitter;
public void onModuleLoad() {
HorizontalPanel h = new HorizontalPanel();
txtLogin = new TextBox();
h.add(txtLogin);
Button btn = new Button(“Carregar”);
btn.addClickHandler(new ClickHandler() {
public void onClick(ClickEvent event) {
carregarTwitts();
}
});
h.add(btn);
ScrollPanel align = new ScrollPanel();
align.setWidth(“100%”);
align.setHeight(“320″);
tableTwitter = new FlexTable();
tableTwitter.setCellPadding(1);
tableTwitter.setCellSpacing(1);
tableTwitter.setBorderWidth(1);
align.add(tableTwitter);
VerticalPanel v = new VerticalPanel();
v.add(h);
v.add(align);
RootPanel.get(“intro_panel”).add(v);
}
protected void carregarTwitts() {
String url = “http://twitter.com/statuses/user_timeline/”+txtLogin.getValue()+”.json”;
RequestBuilder req = new RequestBuilder(RequestBuilder.GET, URL.encode(url));
try {
req.sendRequest(null,
new RequestCallback() {
public void onResponseReceived(Request request, Response response) {
preencheValores(response.getText());
}
public void onError(Request request, Throwable exception) {
showError(exception);
}
}
);
} catch(RequestException e) {
showError(e);
}
}
protected void preencheValores(String jsonText) {
tableTwitter.removeAllRows();
JSONArray json = (JSONArray) JSONParser.parse(jsonText);
for(int i = 0; i < json.size(); i++) {
JSONObject obj = (JSONObject) json.get(i);
if(obj != null) {
JSONString str = (JSONString) obj.get(“text”);
tableTwitter.setText(i+1, 0, str.stringValue());
}
}
}
protected void showError(Throwable e) {
Window.alert(e.getMessage());
}
}
Agora é só compilar o projeto e adicionar a extensão ao Chrome. Para fazer isso, digite o endereço “chrome://extensions/”, clicar em “Load Unpacked Extension” e selecionar o diretório war da aplicação(ou o diretório onde está o manifest.json). Com isso a extensão estará rodando, é só clicar no ícone dela ao lado da barra de endereços.
Configurando o SmartGWT em um projeto do Eclipse
A muito tempo tinha falado em escrever um artigo sobre SmartGWT, mas acabei ‘se enrolando’ e isso nunca aconteceu. Mas nos últimos dias, tenho acompanhado as estatistícas do blog com mais atenção, pois configurei o Google Analytics. Por lá, que boa parte dos visitantes daqui do blog, chegam nele pelo Google, e atrás de artigos sobre SmartGWT. Eu sempre postei notícias sobre os lançamentos aqui, mas nunca tinha feito um artigo sobre. Esse é o primeiro, e acredito que será o início de uma série deles.
Irei mostrar como configurar um projeto já criado para funcionar com SmartGWT. Já escrevi um artigo a algum tempo mostrando como configurar o Eclipse com o plugin do Google e criar um projeto do Eclipse com ele. Esse artigo explica como utilizar o Google Plugin com o GWT 1.6, mas ele funciona muito bem com o 1.7.*, e também funciona com o GWT 2.0 MS2. E o artigo foi testado e escrito se baseando no SmartGWT 1.3.
Para configurar o SmartGWT em um projeto já criado, siga os seguintes passos:
- Baixe o SmartGWT do seguinte local: http://code.google.com/p/smartgwt/
- Descompacte o arquivo .zip e copie o arquivo smartgwt.jar para o diretório “war/WEB-INF/lib” do seu projeto.
- Dê um refresh em seu projeto (clique em cima do nome dele no Package Explorer e pressione F5).
- Vá em “Configure Build Path” (botão direito em cima do projeto no Package Explorer, Build Path, Configure Build Path).
- Vá em Libraries, clique em “Add Jar” e adicione o smartgwt.jar a lista de bibliotecas.
- Vá no arquivo de configuração do módulo (um que termina com a extensão *.gwt.xml) e adicione a seguinte linha: “<inherits name=’com.smartgwt.SmartGwt’/>”
- Vá no arquivo html(o que a aplicação carrega por padrão quando ela inicia) e adicione a seguinte linha dentro do HEAD: “<script> var isomorphicDir = “[NOME_DO_MODULO]/sc/”; </script>”. O “[NOME_DO_MODULO]” deve ser substituído pelo mesmo nome que está no arquivo “.gwt.xml”. Lá ele está no atributo rename-to da tag module.
Com isso o projeto já deve funcionar com o SmartGWT. Se quiser um exemplo pronto para teste, cole o seguinte conteúdo em seu EntryPoint, adicionando as linhas dentro do seu onModule.
Button btn = new Button("Clique");
btn.addClickHandler(new ClickHandler() {
public void onClick(ClickEvent event) {
Window.alert((String) txt.getValue());
}
});
DynamicForm form = new DynamicForm();
form.setFields(txt);
VLayout v = new VLayout();
v.addMember(form);
v.addMember(btn);
v.draw();
Salve e tente rodar o exemplo. Caso funcionar corretamente, irá aparecer uma caixa de texto com um botão. Quando clicar no botão, irá aparecer em um alert o que foi digitado no campo de texto.
Introdução ao UIBinder do GWT 2.0
Uma das grandes novidades do GWT 2.0 é o UIBinder. UIBinder é uma funcionalidade que permite que você separe o layout da aplicação da parte de “negócio”(validações, interações com o servidor, etc.). Permite que você deixe toda a parte de layout separadas em arquivos XML, deixando para os arquivos Java (que irão ser compilados e transformados em Javascript) somente o que importa do código. Essa funcionalidade facilita bastante as coisas, pois melhora o entendimento e a ajuda na hora de dar manutenção no código fonte das telas. Aposto que quem já utilizou JSF (principalmente o 2.0) e o Adobe Flex, irá se sentir em casa.
Vou dar um exemplo simples, que não é um Hello World como você conhece. È só um formulário com dois campos, que adiciona tudo o que é preenchido em uma tabela. Não envolve comunicação com o servidor e nem nada. È só para dar pano de fundo para mostrar como funciona todos os elementos que fazem o UIBinder funcionar. Bom, vamos parar de blá blá blá e vamos para o que interessa.
Primeiramente, vamos configurar o módulo do UIBinder no GWT 2.0. Acredito que você já tenha um projeto GWT 2.0 criado e funcionando neste momento. Se não tiver, leia antes o tutorial que escrevi sobre. Para configurar e habilitar o UIBinder no GWT 2.0, apenas adicione a seguinte linha no seu arquivo de configuração do GWT(*.gwt.xml) :
<inherits name=’com.google.gwt.uibinder.UiBinder’/>
Depois disso vamos criar o arquivo de tela. O nome que estou dando para o mesmo é HelloWorld(tá, é um Hello World) que está no pacote ‘com.serathiuk.gwt2teste.client’ no meu caso. Sinta-se livre para mudar. O nome do arquivo será HelloWorld.ui.xml. Detalhe para o ‘ui.xml’, pois esse é o padrão da framework.
<!– Arquivo HelloWorld.ui.xml –>
<?xml version=”1.0″ encoding=”UTF-8″?>
<ui:UiBinder xmlns:ui=’urn:ui:com.google.gwt.uibinder’
xmlns:g=’urn:import:com.google.gwt.user.client.ui’>
<g:HTMLPanel>
Nome: <g:TextBox ui:field=”txtNome” /><br/>
E-mail: <g:TextBox ui:field=”txtEmail” /><br/>
<g:Button ui:field=”btnTeste” text=”Teste” />
<br/>
<g:FlexTable ui:field=”flexTable”/>
</g:HTMLPanel>
</ui:UiBinder>
Agora iremos criar o arquivo HelloWorld.java, que se encontra no mesmo pacote que o arquivo de tela(HelloWorld.ui.xml).
package com.serathiuk.gwt2teste.client;
import com.google.gwt.core.client.GWT;
import com.google.gwt.event.dom.client.ChangeEvent;
import com.google.gwt.event.dom.client.ClickEvent;
import com.google.gwt.uibinder.client.UiBinder;
import com.google.gwt.uibinder.client.UiField;
import com.google.gwt.uibinder.client.UiHandler;
import com.google.gwt.user.client.Window;
import com.google.gwt.user.client.ui.Button;
import com.google.gwt.user.client.ui.Composite;
import com.google.gwt.user.client.ui.FlexTable;
import com.google.gwt.user.client.ui.TextBox;
import com.google.gwt.user.client.ui.Widget;
public class HelloWorld extends Composite {
interface Binder extends UiBinder {}
private static Binder binder = GWT.create(Binder.class);
@UiField Button btnTeste;
@UiField TextBox txtNome;
@UiField TextBox txtEmail;
@UiField FlexTable flexTable;
public HelloWorld() {
initWidget(binder.createAndBindUi(this));
}
@UiHandler(“btnTeste”)
public void onClickBtnTeste(ClickEvent event) {
int num = flexTable.getRowCount();
flexTable.setText(num, 0, txtNome.getValue());
flexTable.setText(num, 1, txtEmail.getValue());
}
@UiHandler(“txtNome”)
public void onChangeTxtNome(ChangeEvent event) {
Window.alert(txtNome.getValue());
}
}
E como ficou meu onModuleLoad do meu EntryPoint:
RootPanel.get().add(new HelloWorld());
}
O UIBinder funciona da seguinte maneira. No arquivo XML da tela, temos os componentes TextBox txtNome e txtEmail e existe um Button chamado btnTeste. Também tem uma FlexTable com o nome flexTable. Você já deve ter percebido que todos esses componentes tem o atributo “ui:field”. Esse atributo é responsável por dizer qual será o atributo da classe Java que aquele componente representa. Na classe Java, temos os atributos txtNome, txtEmail, btnTeste e flexTable também, e eles estão anotados com a annotation “UIField”. Essa anotação é responsável por dizer que aquele atributo representa um componente na tela. O atributo deve ter o mesmo nome que o correspondente na tela, e não pode ser private. Você não precisa se preocupar em instanciar esse atributo, pois via Injeção de Dependência, o próprio GWT se encarrega disso. Você pode trabalhar normalmente com o componente, mudando tamanho, configurações, etc… pelo Java. Mas recomendo deixar essas coisas para o arquivo de tela.
Para adicionar um evento a um componente é simples. É criado um método, com qualquer nome que desejar, e utiliza a annotation ‘UiHandler’ neste método. Essa annotation irá receber um valor, que é o componente da tela que ele representa. Em nosso exemplo existem 2. O ‘onClickBtnTeste’ e o ‘onChangeTxtNome’, que poderiam ser trocados facilmente por ‘aoClicarNoBtnTeste’ e ‘aoAlterarTxtNome’. Vai do gosto do freguês. E eles sempre iriam ser chamados quando o botão fosse clicado no primeiro caso, ou quando o nome fosse alterado, no segundo caso.
Mas você deve estar se perguntando: “O nome do método pode ter o nome que eu desejar, e o campo Nome pode ter mais de um tipo de evento, mas não é especificado na annotation qual evento que eu quero. Como ele sabe é aquele método deve ser chamado no onChange?”. È pelo parâmetro que é passado no método. No caso do onClickBtnTeste, ele recebe como parâmetro um objeto da classe ClickEvent, enquanto o onChangeTxtNome recebe como parâmetro um objeto da classe ChangeEvent. Se um dia resolver mudar o tipo de evento que aquele método representa, basta apenas alterar o parâmetro para o correspondente da ação que você deseja.
Lembrando que no objeto do parâmetro vem muitas informações úteis, como o componente que invocou esse evento, funcionalidade de parar o evento e algumas coisas a mais.
Acho que deu para entender como começar a utilizar o UIBinder. Acredito que ele se tornará o novo padrão para desenvolvimento com GWT, e acredito que nas próximas versões do Google Plugin, teremos mais facilidades para utiliza-lo. Não demorará muito para aparecer RAD’s utilizando a tecnologia.
Qualquer crítica, sugestão e essas coisas entrem em contato.
Utilizando o Google Web Toolkit(GWT) 2.0 Milestone 2 no Eclipse com Debug
No último artigo, mostrei como configurar uma aplicação GWT 2.0 no Eclipse, com o Google Plugin, mas o Debug não funciona corretamente utilizando aquela configuração. È preciso algumas alterações para a aplicação funcionar corretamente. O tutorial leva em conta que você seguiu todos os passos do tutorial anterior.
1) Vá nas configurações de Build Path, Libraries e adicione o gwt-servlet.jar e dê um ok.
2) Vá em Run Configurations, crie um novo em “Java Application”.
3) Em Project coloque o projeto atual.
4) Em Main Class, coloque a classe ‘com.google.gwt.dev.DevMode’.
5) Marque os items “include system libraries…” e o “Include Inherited mains…”
6) Mude para aba arguments
7) Em “Program arguments” coloque o seguinte valor: “-startupUrl <Arquivo HTML> <Endereço do Arquivo XML do GWT>”. Ex.: “-startupUrl GWT20Teste.html com.serathiuk.gwt2teste.GWT20Teste”
8) Em VM Arguments coloque o valor: “-Xmx256M”
9) Em Classpath, em Users Entries, adicione o gwt-servlet.jar, a biblioteca do GWT e o diretório src da aplicação.
10) Dê um Run e teste agora.
Lançado o Google Web Toolkit(GWT) 1.7
Foi lançada a versão 1.7 da Framework GWT. As únicas novidadades é a compatibilidade ao Firefox 3.5, IE 8 e Safari 4. Também um grande número de bugs corrigidos.
Segundo o pessoal do Google, essa versão não foi chamada de 1.6.5 apenas por causa da possíveis quebras de compatibilidade com os Deferred Bindings.
O Google Eclipse Plugin também foi atualizado. A atualização pode ser feita pelo próprio gerenciador do Eclipse.
Mais informações: http://code.google.com/intl/pt-BR/webtoolkit/releases/release-notes-1.7.0.html
Download: http://code.google.com/intl/pt-BR/webtoolkit/download.html
Lançado o SmartGWT 1.1
Foi lançada a nova versão do SmartGWT 1.1. Esta versão se destaca pelo grande número de novidades. Além da correção de mais de 50 bugs desde a versão 1.0 b2, também tem alguns recursos interessantes. O principal é o GWT-RPC DataSource. Antes, para utilizar este recurso, você mesmo devia implementar uma classe de DataSource baseado em Remote Services ou copiar a implementação já pronta do fórum do SmartGWT. Acho que era uma recurso que faltava mesmo, que falta até mesmo no GWT-EXT(que podia ser contornado através da classe GWTProxy do GWT-EX-UX).
Mas os recursos não param por aí. Também tem uma série de componentes novos, suporte a GWT 1.6, 14 idiomas(Português incluído) e muito mais.
Mas ainda acho que falta uma alternativa a Livegrid. Sei que é mais web2.0 esse conceito de Livegrid, mas acho que Grids no modo antigo(botão voltar, avançar, etc.) são mais fáceis de se achar. Eu prefiro uma Toolbar com a opção de voltar, avançar, etc. do que uma barra de rolagem apenas.
Mas no geral, o SmartGWT, em sua primeira versão estável(até agora era beta), está se mostrando superior a tecnologias parecidas, como o GXT(ExtGWT), GWT-EXT, Mosaic, entre outros. Na minha opinião é a melhor biblioteca de componentes RIA para GWT. Vale a pena testar.
Se estiver afim de conferir o showcase, fazer download, entre outros, visite o seguinte link:
http://code.google.com/p/smartgwt/
Utilizando Google Web Toolkit(GWT) 1.6 com o Eclipse Ganymede
Como prometido em janeiro, começo a série de tutorias sobre GWT. Faz tempo que tinha postado que iria começar a postar sobre, mas resolvi esperar sair a versão 1.6 do GWT. Demorou mais que eu esperei essa versão, mas saiu e com algumas novidades bacanas e coisas que eu nem esperava. Eu já tinha um esboço pronto deste primeiro tutorial. Mas tinha escrito ele para utilizar GWT 1.5 com Cypal Studio. Mas o Google lançou um plugin próprio para utilizar GWT no Eclipse. Então resolvi reescrever o tutorial. Tentei deixar o mais simples e objetivo possível. Acredito eu que consegui atingir isso. Estou levando em conta que você já possui o Eclipse Ganymede(3.4) em sua máquina. Caso não possua, vá em http://www.eclipse.org/downloads e baixe o ‘Eclipse IDE for Java EE Developers’.
Instalando o Google Plugin
- Com o Eclipse aberto, vá em Help/Software Updates
- Entre na aba ‘Avaliable Software’
- Clique em ‘Add Site’
- Coloque o endereço http://dl.google.com/eclipse/plugin/3.4 e clique em OK

Tela Cadastro Plugin Eclipse
- Marque todos os item como na imagem e clique no botão Install.

Tela Seleção Modulos Plugin GWT
- Espere ele verificar e baixar os requisitos e pendências (esta parte pode demorar)

Tela Procurando Pendencias GWT
- Depois disso é só dar um Next, aceitar os termos(faça de conta que você leu) e clique em Finish.
- Depois disso ele vai instalar o plugin e acabou aí. Reinicie o Eclipse e o plugin já vai estar disponível para uso.
Criando e testando um projeto GWT
- Com o Eclipse aberto, vá em File / New / Other
- No item Google, selecione ‘Web Application Project’ e clique em Next.

Seleção Tipo Projeto GWT
- Em Project Name coloque o nome do projeto(utilizei ProjetoTeste) e em Package preencha o pacote da Aplicação(utilizei com.serathiuk.teste.projetoteste). Deixe tudo marcado como está e clique em Finish.

Tela Configuração Projeto GWT
- Pronto. O projeto está criado. Vamos testa-lo.
- Para testa-lo, vá em Run / Run Configuration
- Selecione o item com o nome do projeto em Web Application.

Tela Rodar Aplicação GWT
- Clique em Run.
- Se funcionar tudo ok, irá aparecer uma janela como a da imagem.

Tela Hosted Mode GWT
Considerações finais
Este artigo tinha como intuito dar o primeiro pontapé no GWT. Não foi feito nada demais, só rodamos um exemplo já existente. Mas no próximo pretendo escrever como fazer um formulário simples acessando dados do servidor. Mas é isso. Espero que tenham gostado e critiquem a vontade nos comentários.
Novidades, novidades, novidades…
Olá. Faz tempo que não posto nada. No último post tinha prometido o ínicio da série de tutoriais sobre GWT. O primeiro estava praticamente pronto, utilizando GWT 1.5 e Cypal Studio no Eclipse. Fui adiando, adiando, até que vi que existia a versão 1.6 Milestone 1 do GWT. Resolvi esperar sair o GWT 1.6 para começar a escrever os tutoriais, pois me atualizo enquanto escrevo.
Pois bem, saiu a nova versão do GWT. A versão 1.6 final. Não verifiquei a fundo as novas features, mas resolvi atualizar aquele antigo tutorial que eu estava escrevendo. Mas vi que era mais fácil reescreve-lo. Pois irei reescreve-lo para utilizar GWT, Eclipse e o novo plugin para GWT, que é oficial do Google, que uma das grandes novidades.
E o plugin “Google Plugin for Eclipse”, além de dar suporte à GWT ao Eclipse, dá suporte ao “Google App Engine for Java”. Sim meninos e meninas, agora o App Engine, como foi prometido a séculos, dá suporte a outra linguagem além do Python(e Fortran 77 segundo a piadinha de 1º de abril deste ano). Isso que o Google teve mais um monte de lançamentos, como Gmail Mobile para Android e IPhone, nova versão do Android, versão nova do Google Reader, e a lista vai.
E saindo da área do Google e indo para a do ExtJS, tivemos um lançamento. O Ext Core, que é o núcleo do ExtJS. Seria um ExtJS sem componentes. Algo com funcionalidades parecidas com a do jQuery, Prototype, etc. A licença não é a famigerada GPLv3 do ExtJS2.1 em diante. É a licença MIT, que pelo o que tudo indica, pode ser utilizada sem nenhum medo de ser feliz. Mesmo não tendo todo poder do ExtJS(que é mais voltado para RIA), me parece uma ótima biblioteca, quando você não necessite criar interfaces, mas sim apenas algo que facilite sua programação em Javascript. Ele tem um esquema bem legal para criação de classes e namespaces em Javascript. Vale a pena conferir.
Aí vai a lista de links:
Google Web Toolkit: http://code.google.com/intl/pt-BR/webtoolkit/
Google Plugin for Eclipse: http://code.google.com/intl/pt-BR/eclipse/
Google App Engine For Java: http://googleappengine.blogspot.com/2009/04/seriously-this-time-new-language-on-app.html
Google App Engine For Fortran 77(1º de abril): http://googleappengine.blogspot.com/2009/04/brand-new-language-on-google-app-engine.html
Ext Core: http://www.extjs.com/products/extcore/